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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

06.Jul.19

Perdição

Francisco
Explicai-me, seguidor de fortunas, na vida em que pregas bela Onde te encontras? Que vida prometes àqueles que te seguem, quando derramas a vida do cordeiro Que sacrificas, manchando a terra com o primeiro sangue inocente, da vindoura guerra?   Ajoelham-se perante ti, com o chamamento que clamaste de Deus! As chamas das velas agitam-se, a cada brandido de voz, Os sinos tilintam, a cada morte que escreves... E o Senhor chora, pois não foi isto a que ele chamou de homem...   Silenci (...)
24.Nov.18

Sangue

Francisco
Encontro-me em jardins esquecidos, Emaranhando-me entre ervas e espinhos Sujando as botas de lama e salpicando a rosa que levo branca Encostada ao peito, Ouvindo-me pulsar ao abraçar-me o coração.   Os trilhos por onde caminho apresentam-se abandonados, Os canteiros circundantes tombados, as flores transparentes, sem cores... Prevaleceu o selvagem, onde habitara outrora alguém muito próximo A quem hoje me escuta.  - Irei levar-te a casa!   Não te conheceria, flor (...)
28.Out.18

Mente atribulada

Francisco
Vim ao mundo isento de certezas, de pensamentos e sentimentos. Como única prioridade tive a de respirar. Tão pouco que a vida nos oferece no inicio, Uma caixa de mistérios - que é o nosso ser.   Haverá, certamente, impacientes,  Que a tentarão revelar mesmo antes de conhecer onde é sua a abertura. Precoces para viver, abrem às machadadas o seu ser E no chão se esvaíam sem saberem o que é o quê e o que lhes realmente pertence.   Eu compreendo o receio de nunca se (...)
17.Out.18

Odi et amo, excrucior

Francisco
Não sou pleno. Sou, dividido em pensamentos, Hoje algo, amanhã o oposto. Não me compreendo...   Um ser tanto ama, como odeia. Tanto constrói, como destrói. Tanto escreve e tanto apaga E a nada realmente se apega como larga.   Somos vazios, procurando sentidos. Somos sedentos, procurando a saciação. Somos incompletos, dizendo-nos plenos Pois tudo disjunte somos nós inteiros.   Assim dizem, os embriagados da vida. Os sóbrios observam, nos seus (...)
14.Out.18

A poesia não me chega

Francisco
A poesia não me chega. Ou talvez seja eu, que não sirva para poeta. De tantas palavras me vejo sedento Mas de nenhuma tenho realmente orgulho em ser minha.   A poesia não me chega Pois não trago do licor da vida, Fico-me apenas com as palavras rotuladas na garrafa em que é servido, Causando-me náuseas o seu odor pujante, E não o travo forte e amargo de provar essa bebida.   A poesia não me chega Pois amo amores que não me pertencem. Sinto-lhes o aperto forte no peito,
09.Out.18

Não é necessário guerra para haver paz

Francisco
Não sei de onde surgiu a conhecida frase «Para haver paz é necessária a guerra», mas pensei nela durante muito tempo. Tempo suficiente para concordar, discordar, achar deplorável ou encontrar-lhe o sentido.  É fácil achar-lhe a razão, deve ser até por isso que nos dias de hoje é realmente assim que se desenvolve a paz praticando a guerra. Bem, o mundo é este, e mesmo aqueles que batalham contra ele - a favor de um melhor - fazem todos parte do mesmo; Onde um tira a vida e (...)
28.Set.18

Um canto ancestral

Francisco
Não oiço mais que o vento Suspirando entre as árvores. Escuto, com atenção devida Um riacho à distância, O palrar das aves nos seus próprios dialetos, O mundo todo cantando!   Levo-me a passear em todos estes encantos; Nas flores que tendem a desabrochar revelando a sua beleza e cor, Na antiguidade das árvores e no seu louvor, Na sabedoria do tempo e nos seus contos e histórias. Em mim mesmo, também, Pois oiço-me percorrer esta terra musgosa Onde faço trilho, (...)
01.Set.18

Não me oiças

Francisco
No silêncio profundo e na escuridão total, não adianta tentar ouvir ou enxergar um local. Fala, e com a tua luz que te ilumines. Quebra o silêncio que te assola, ofusca o negro que te percorre. Não grites. Mostra compaixão para contigo mesmo, sê tu com mais um sim e mais um não. Não pares. Rega as flores por onde passares, e as suas histórias ouvirás encantado. Umas murcharão, outras lhes darás pouca atenção, mas irás sempre caminhar com um ramo na mão. Não te percas.
19.Ago.18

Quero-te!

Francisco
Agitando-se em suores, lutando contra os lençóis e as mantas de sua cama, numa batalha que se apresentava num impasse, um jovem esforçava-se para adormecer. O céu encontrava-se claro, com o luar atravessando a janela impetuosamente, oferecendo sombras a toda a mobília que no quarto se encontrava. Tal feito que mais ainda repugnou o rapaz, que cobria agora a sua cabeça por debaixo da almofada, isolando o pouco que conseguia do silêncio que o perturbava, assim como da luz. Tanto (...)
15.Ago.18

Como lidar com os sentimentos?

Francisco
Não sei se vieram aqui à procura de resposta, ou se já com a intenção de me massacrar pelo título aludir que eu a tenha. De qualquer forma, nunca realmente escrevi a saber seja o que fosse. Se, em algum texto meu em que requeria conhecimento acerca do assunto, esteja lá apresentado entendimento do mesmo, esse não era meu, mas sim de onde o fui buscar. O que sei eu? Realmente meu, que não aprendi nem que me ensinaram. Despindo o conhecimento, que sei eu? Bem... Saber não sei (...)