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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

30.Dez.18

Gostava de saber (que título dar a isto...)

Francisco
Escrevo em papel envelhecido pelo tempo Aquilo que mais vivo sinto, por dentro.   Contradigo o sentimento, fazendo-o de pensamento. Prolongo e antecipo a vida, mas tudo isso apenas na mente.   Esguio, entranho-me dentro da ampulheta que rege a vida e o momento E assim caio, eternamente, em todas as situações e acontecimentos empurrados pelas areias do tempo.   Penso muito no passado, no que poderia ter feito. Mas aquilo que não disse ontem é o que penso ao escrever hoje, (...)
12.Nov.18

Eterno

Francisco
Hoje observei as árvores, As suas toscas formalidades As suas folhas caídas, as mais resistentes num suspenso cansado, E o pensamento que me atingiu foi o das suas idades.   Anciãs da natureza,  como as nascentes e as pedras, Estas guardam sabedoria. Nas árvores há vida, e há o tempo que a prolonga E elucide que a existência só não predomina.   Num abraço ancestral o novo galho ramifica-se E, das suas raízes, bebe o conhecimento da vida Prologando assim o curso (...)
03.Nov.18

Dreamy child

Francisco
Been dreaming even before i knew how to talk, All simple things, as the comfort of family Or that colorful light upon my crib. My very own sunshine.   That simplicity never vanished, I think i ask now less than i did before, Is just that... Words, came along... And life became more than smiling and crying over a minute alone.   I never cared less for what i was doing, Somehow i felt that this wasn't my time, This wasn't my life, this had nothing to do with dreams. Life (...)
01.Nov.18

Segredo

Francisco
Pernoito em pensamentos que faço fartos, A lua ilumina-me os sonhos e as estrelas recolhem-nos Para que possa rever-lhes uma outra vez, Sempre que os recordo.   Para o mais grandioso sonho reservei-lhe a mais brilhante estrela, E ilumina ela os dias que seriam negros, caso se abandonado me deixasse Num qualquer beco escuro sem alegria. Não, esta brilha e eu deixo a noite dar lugar ao dia.   O ser guarda-se no tempo, mas o tempo não tem lugar cá dentro. Sentimo-nos (...)
21.Out.18

...

Francisco
Deixei o homem na rua. Abandonei tal ser para ser-me, então, Sem desejos ou ambições, apenas eu E a criança curiosa a quem dei a mão.   O quanto ele puxa, o petiz! De uma energia inesgotável faz-me cansado, E lá me solta e brinca e salta no prado Enquanto eu descanso e lavo a cara num riacho.   Ah, o quanto não nos fomos iludindo Que a juventude seria eterna, pois a vontade de a ter se igualava a tal. O quanto da vida não fiz, para fazer mais tarde E que agora é (...)
14.Out.18

A poesia não me chega

Francisco
A poesia não me chega. Ou talvez seja eu, que não sirva para poeta. De tantas palavras me vejo sedento Mas de nenhuma tenho realmente orgulho em ser minha.   A poesia não me chega Pois não trago do licor da vida, Fico-me apenas com as palavras rotuladas na garrafa em que é servido, Causando-me náuseas o seu odor pujante, E não o travo forte e amargo de provar essa bebida.   A poesia não me chega Pois amo amores que não me pertencem. Sinto-lhes o aperto forte no peito,
04.Out.18

Nasci para ser nada

Francisco
Nasci para ser nada. Nada fui até aqui.   Assim como as estações do ano Eu passo, sendo algo diferente a cada momento. Assim como as estações do ano, Não paro, vivo em eterno movimento.   Não há dia que passe Que eu seja o mesmo.   Nos sonhos tenros faço-me criança Correndo perdido entre tanto entretenimento Como no baloiço de infância, elevando-me ao encontro do sonho Ou o escorrega de cor da esperança, fazendo-me deslizar dos céus à terra.   Sonhos, (...)
30.Set.18

Vejo-te partir

Francisco
Oiço o ruído distante de uma locomotiva a vapor. Parece aproximar-se, com os seus fumos e coloração negra, para meu desalento. O nervosismo percorre-me, impaciente com o seu destino Mas algo fadado é como se já tivesse acontecido.   Antes de partires, permites-me uma última palavra? Bem sei que não me consegues ouvir, Mas eu tento. Sempre tentei, apesar que nunca o conseguisse ter dito...   Escondo o amor, com medo que ele deixe de o ser. Nunca to disse, que te amava...
14.Set.18

Sou eu, mundo... Sou eu.

Francisco
Habito na penumbra, Nos recantos dos cantos do mundo, Pois a minha voz não se fez bela.   À minha volta são paredes, Todas elas histórias, e a própria história, Do que o mundo é e de como ele era...   Não encontro brechas, nesta muralha do tempo. Apresenta-se impenetrável a qualquer sentimento, Àquele passado que queríamos ter sentido ou feito.   Quem foi o engenheiro, que criou o sentimento? Soubesse ele hoje, o que ficou em erro E que concertasse as brechas (...)
08.Set.18

Saudade

Francisco
Percorro caminhos que outrora conheci. Não são eles ilusões, mas lembranças, Recordações que tive por ti.   Da minha estante parto sempre do inicio, Revivendo a história no seu princípio. São os livros antigos os mais lidos, E o pó que surge nos novos, fica e perdura...   Não há tempo num dia para ler uma vida...   Já páginas gastas leio, A tinta, outrora límpida, borrada se apresenta, O perfume das páginas se dissipa E eu, escrevo no passado o que queria (...)