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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

17.Fev.19

Faleci nos teus braços

Francisco
Faleci nos teus braços Assim como quem se afoga no mar. Sucumbindo levemente à vida Até ao instante em que esta me decidiu levar.   Não lutei nem desesperei, mas ali fiquei Caído no teu colo, num abraço (para mim) eterno. Pudesse eu, reencarnado, não sei, Repetir esse abraço, desta vez sentindo-o com afago E não com esta frieza agora dos meus braços.   Fui eu mesmo que me matei. E foi no teu colo onde moribundo me esvaí Com o sangue que te manchou o vestido. O (...)
26.Jan.19

...

Francisco
(Só existe um silêncio capaz de perturbar a continuidade de uma onda de som...)   Calem-se os barulhentos, Cessem os circos, os palcos e os espetáculos, Acabem com a raça daqueles que se dizem nascer iluminados Pois esses de nada sabem! E escutem... Oiçam... Mas não a mim; isso! Esse mesmo... Esse silêncio que a leitura provoca, pois a voz que se ouve ao ler é a nossa!   Não há andorinhas no mar Assim como não há peixes nos beirais dos telhados. A Natureza dentro (...)
30.Dez.18

Gostava de saber (que título dar a isto...)

Francisco
Escrevo em papel envelhecido pelo tempo Aquilo que mais vivo sinto, por dentro.   Contradigo o sentimento, fazendo-o de pensamento. Prolongo e antecipo a vida, mas tudo isso apenas na mente.   Esguio, entranho-me dentro da ampulheta que rege a vida e o momento E assim caio, eternamente, em todas as situações e acontecimentos empurrados pelas areias do tempo.   Penso muito no passado, no que poderia ter feito. Mas aquilo que não disse ontem é o que penso ao escrever hoje, (...)
14.Out.18

A poesia não me chega

Francisco
A poesia não me chega. Ou talvez seja eu, que não sirva para poeta. De tantas palavras me vejo sedento Mas de nenhuma tenho realmente orgulho em ser minha.   A poesia não me chega Pois não trago do licor da vida, Fico-me apenas com as palavras rotuladas na garrafa em que é servido, Causando-me náuseas o seu odor pujante, E não o travo forte e amargo de provar essa bebida.   A poesia não me chega Pois amo amores que não me pertencem. Sinto-lhes o aperto forte no peito,
12.Out.18

Os silêncios que deixo escritos...

Francisco
Tal como o vento se exibe Também eu me assemelho com ele. Absorvo tudo por onde passo Mas em lado algum realmente pouso...   Assim como o vento sussurra Também eu me mudo, Levando para longe os gemidos de amargura Ficando-me num silêncio que faço prolongado.   Na quietude devassa da noite, Altura essa em que revejo a vida, Faço eu do pensamento a minha Julgando culpados e inocentes; Abro ao silêncio esta boca minha.   Gostaria de ser mais que vento. Mais do que (...)
07.Set.18

Perdido no silêncio...

Francisco
Oiço as gotículas caindo na minha janela, Choradas por um céu melancólico Que se tornou o meu dia.   Sentado à minha secretária escuto os rabiscos, O amachucar de pensamentos perdidos Que vieram ao mundo apenas para serem destruídos...   Passo a vista nestas minhas páginas da vida, Apresentando-se mais pesadas a cada viragem Pois já no papel estão com tanta tinta; E eu, que ainda agora comecei esta viajem...   Ainda assim não vejo um volume II Para esta minha (...)