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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

25.Nov.18

O meu lugar

Francisco
Diversas vezes me questiono onde pertenço. Onde faço falta. Mas onde pertenço ainda não sei, e sou eu de quem falta sinto, não o contrário. São raras as vezes que o faço, que penso em ti. O que o faz doloroso é o começo ser interminável. Imagino a minha solidão com companhia. Só eu e tu onde quer que o sol brilhe ou a lua ilumine. Finge a minha mente os teus abraços, os teus lábios nos meus. Ilude-se o meu corpo de os sentir, os meus olhos de te ver. Mas tudo isso sei que (...)
14.Out.18

A poesia não me chega

Francisco
A poesia não me chega. Ou talvez seja eu, que não sirva para poeta. De tantas palavras me vejo sedento Mas de nenhuma tenho realmente orgulho em ser minha.   A poesia não me chega Pois não trago do licor da vida, Fico-me apenas com as palavras rotuladas na garrafa em que é servido, Causando-me náuseas o seu odor pujante, E não o travo forte e amargo de provar essa bebida.   A poesia não me chega Pois amo amores que não me pertencem. Sinto-lhes o aperto forte no peito,
04.Out.18

Nasci para ser nada

Francisco
Nasci para ser nada. Nada fui até aqui.   Assim como as estações do ano Eu passo, sendo algo diferente a cada momento. Assim como as estações do ano, Não paro, vivo em eterno movimento.   Não há dia que passe Que eu seja o mesmo.   Nos sonhos tenros faço-me criança Correndo perdido entre tanto entretenimento Como no baloiço de infância, elevando-me ao encontro do sonho Ou o escorrega de cor da esperança, fazendo-me deslizar dos céus à terra.   Sonhos, (...)
19.Set.18

...

Francisco
Nestas ruas desamparadas faço o meu trilho, Talvez procurando na ironia do destino onde errado com errado Acertará este meu caminho.   Entretanto tropeço, vezes de mais para relembrar ou contar Mas sempre suspiro, de sorriso nos lábios, por mais um buraco ter passado.   Lembro-me de ser sério em relação à vida. Não em relação ao futuro, que nunca o vi para me amedrontar. Mas às ações presentes e o que elas iriam escrever sobre mim no passado.   Iria criar um (...)
07.Set.18

Perdido no silêncio...

Francisco
Oiço as gotículas caindo na minha janela, Choradas por um céu melancólico Que se tornou o meu dia.   Sentado à minha secretária escuto os rabiscos, O amachucar de pensamentos perdidos Que vieram ao mundo apenas para serem destruídos...   Passo a vista nestas minhas páginas da vida, Apresentando-se mais pesadas a cada viragem Pois já no papel estão com tanta tinta; E eu, que ainda agora comecei esta viajem...   Ainda assim não vejo um volume II Para esta minha (...)
04.Set.18

A verdade num olhar

Francisco
Observo-te a dançar, O teu vestido esvoaçando, O vento como teu par.   Deste lado estou eu, Escondido, para não te assustar. Pois a mais bela dança Não quero eu te negar.   Como consegues, O meu canto assim iluminar? De tão grande que é o mundo Como foi uma flor aqui parar?   Rodas as pétalas como tecido, Abraças o vento consentido, Danças em ti e sobre ti E beleza nenhuma existe assim!   Mas tu estás aqui...   Só tu, minha flor, Te apresentas assim. Na (...)
01.Set.18

Não me oiças

Francisco
No silêncio profundo e na escuridão total, não adianta tentar ouvir ou enxergar um local. Fala, e com a tua luz que te ilumines. Quebra o silêncio que te assola, ofusca o negro que te percorre. Não grites. Mostra compaixão para contigo mesmo, sê tu com mais um sim e mais um não. Não pares. Rega as flores por onde passares, e as suas histórias ouvirás encantado. Umas murcharão, outras lhes darás pouca atenção, mas irás sempre caminhar com um ramo na mão. Não te percas.
30.Ago.18

Entre o sonho e a vida

Francisco
Gostava de não saber ler. Tão pouco conhecer uma língua e a escrever. Assim, para realmente viver, E o esplendor da vida (re)conhecer.   É engraçado, esta estória de querer, Faz-se-lo tanto sem nada temer, Não receando o fracasso ou o conceber: Na mente está tudo o que se quer...   Na poesia o homem é Deus. Criador de tudo, Observador de nada. Mais não é que a mão autora De um mundo que concebeu.   É tão simples, um risco desenhar, Uma palavra surgir; Um (...)
27.Ago.18

Larga-me vida! E deixa-me viver...

Francisco
Quem mais que eu terei que ser? Quantas vidas tenho que levar na minha? Silencia-te, oh mundo! Deixa-me ser eu apenas... Para quê todo o ruído que me perturba o trilho, para quê todas as cordas lançadas que me amarram alterando e manejando o trajeto que sigo ou que queria seguir. Para quê? Larga-me, vida... E deixa-me viver. Qual é a tua ideia de prisão, mundo, que dás a vida para nela regozijares-te de prazer. Somos teus prisioneiros, não servos, oh mundo! Tortura-me a alma, (...)
25.Ago.18

A thought about identity

Francisco
I've been thinking about identity, a little more, that is. Kinda fascinating, isn't it? All live things have some sort of personality, that is, being more or less aggressive to the environment. But we, humans, go far more than that simple ''natural'' thinking. We are self conscious, on our acts and behaviours, alone or in a group (well, sometimes...). I've been also thinking on how one should identify himself. How are we different from the person right next to us? What makes (...)