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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

21.Out.18

...

Francisco
Deixei o homem na rua. Abandonei tal ser para ser-me, então, Sem desejos ou ambições, apenas eu E a criança curiosa a quem dei a mão.   O quanto ele puxa, o petiz! De uma energia inesgotável faz-me cansado, E lá me solta e brinca e salta no prado Enquanto eu descanso e lavo a cara num riacho.   Ah, o quanto não nos fomos iludindo Que a juventude seria eterna, pois a vontade de a ter se igualava a tal. O quanto da vida não fiz, para fazer mais tarde E que agora é (...)
14.Out.18

A poesia não me chega

Francisco
A poesia não me chega. Ou talvez seja eu, que não sirva para poeta. De tantas palavras me vejo sedento Mas de nenhuma tenho realmente orgulho em ser minha.   A poesia não me chega Pois não trago do licor da vida, Fico-me apenas com as palavras rotuladas na garrafa em que é servido, Causando-me náuseas o seu odor pujante, E não o travo forte e amargo de provar essa bebida.   A poesia não me chega Pois amo amores que não me pertencem. Sinto-lhes o aperto forte no peito,
30.Set.18

Vejo-te partir

Francisco
Oiço o ruído distante de uma locomotiva a vapor. Parece aproximar-se, com os seus fumos e coloração negra, para meu desalento. O nervosismo percorre-me, impaciente com o seu destino Mas algo fadado é como se já tivesse acontecido.   Antes de partires, permites-me uma última palavra? Bem sei que não me consegues ouvir, Mas eu tento. Sempre tentei, apesar que nunca o conseguisse ter dito...   Escondo o amor, com medo que ele deixe de o ser. Nunca to disse, que te amava...
28.Set.18

Um canto ancestral

Francisco
Não oiço mais que o vento Suspirando entre as árvores. Escuto, com atenção devida Um riacho à distância, O palrar das aves nos seus próprios dialetos, O mundo todo cantando!   Levo-me a passear em todos estes encantos; Nas flores que tendem a desabrochar revelando a sua beleza e cor, Na antiguidade das árvores e no seu louvor, Na sabedoria do tempo e nos seus contos e histórias. Em mim mesmo, também, Pois oiço-me percorrer esta terra musgosa Onde faço trilho, (...)
27.Ago.18

Larga-me vida! E deixa-me viver...

Francisco
Quem mais que eu terei que ser? Quantas vidas tenho que levar na minha? Silencia-te, oh mundo! Deixa-me ser eu apenas... Para quê todo o ruído que me perturba o trilho, para quê todas as cordas lançadas que me amarram alterando e manejando o trajeto que sigo ou que queria seguir. Para quê? Larga-me, vida... E deixa-me viver. Qual é a tua ideia de prisão, mundo, que dás a vida para nela regozijares-te de prazer. Somos teus prisioneiros, não servos, oh mundo! Tortura-me a alma, (...)
25.Ago.18

Engrenagens da vida

Francisco
Oh! Engrenagens da vida, Quem vos fez assim? Não param um segundo Não abrandam para mim...   Quem vos quer assim, Que ao mundo não pertencem Mas à vida em si?   Que vida tenho eu Se lugar para ela não tenho?   Oh! Engrenagens da vida, Quem vos fez assim? Que receio do mundo têm Para (n)ele não me deixares sentir.   Que vida se vive na vida em si? O respirar sem o ar O pulsar sem pulso E a mente sem onde habitar.   Porque do mais complexo Nos deste a dúvida, E do mais vago
25.Ago.18

A thought about identity

Francisco
I've been thinking about identity, a little more, that is. Kinda fascinating, isn't it? All live things have some sort of personality, that is, being more or less aggressive to the environment. But we, humans, go far more than that simple ''natural'' thinking. We are self conscious, on our acts and behaviours, alone or in a group (well, sometimes...). I've been also thinking on how one should identify himself. How are we different from the person right next to us? What makes (...)
19.Ago.18

Quero-te!

Francisco
Agitando-se em suores, lutando contra os lençóis e as mantas de sua cama, numa batalha que se apresentava num impasse, um jovem esforçava-se para adormecer. O céu encontrava-se claro, com o luar atravessando a janela impetuosamente, oferecendo sombras a toda a mobília que no quarto se encontrava. Tal feito que mais ainda repugnou o rapaz, que cobria agora a sua cabeça por debaixo da almofada, isolando o pouco que conseguia do silêncio que o perturbava, assim como da luz. Tanto (...)
15.Ago.18

Como lidar com os sentimentos?

Francisco
Não sei se vieram aqui à procura de resposta, ou se já com a intenção de me massacrar pelo título aludir que eu a tenha. De qualquer forma, nunca realmente escrevi a saber seja o que fosse. Se, em algum texto meu em que requeria conhecimento acerca do assunto, esteja lá apresentado entendimento do mesmo, esse não era meu, mas sim de onde o fui buscar. O que sei eu? Realmente meu, que não aprendi nem que me ensinaram. Despindo o conhecimento, que sei eu? Bem... Saber não sei (...)
09.Ago.18

Quem sou?

Francisco
«You cant control your thoughts, and you cant control your feelings, because there isn't one controller; you are your thoughts and your feelings» - Alan Watts   Não é ao acaso o post de hoje. Nunca é realmente ao acaso o tema, a data, ou até mesmo a hora que publico, seja o que for. São quase como diria o Mago Gandalf - A wizard is never late, nor is he early, he arrives precisely when he means to. A frase lá em cima encontrei eu, ouvindo uma palestra (de há muitos anos) de (...)