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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

08.Dez.18

Por detrás das palavras

Francisco
Furtivas na sua elegância As palavras escorrem no papel Como tinta numa tela.   Para surgirem basta-lhes o incentivo, As restantes apoderam-se da brecha que provocámos Entre a sensação e a expressão: Um mar de tinta se revela, onde a vida marítima são emoções.   No fundo desse vasto oceano encontram-se borras de tinta Que rabiscámos um dia. Todas elas memórias passadas, Muitas delas sensações sofridas.   Aprendemos com o tempo que o fundo não se enterra mais; Não aumenta (...)
29.Nov.18

Furão (de sentimentos)

Francisco
Alternei o sol pela lua. O dia solarengo pelo ambiente frívolo; A constante suposição de que por detrás da cortina nublada  Estará algo incerto, mutável, coisa de pouco valor pois não se afirma...   Sei eu hoje o que tanto se escondia, Não fosse eu quem se levanta de noite ao invés do dia, Que à lua uiva e que o sol repudia; Um jogo das escondidas, que faço sozinho para meu desalento e não divertimento. (Por aí algures ando perdido).   Pensando não estar longe Tanto (...)
25.Nov.18

O meu lugar

Francisco
Diversas vezes me questiono onde pertenço. Onde faço falta. Mas onde pertenço ainda não sei, e sou eu de quem falta sinto, não o contrário. São raras as vezes que o faço, que penso em ti. O que o faz doloroso é o começo ser interminável. Imagino a minha solidão com companhia. Só eu e tu onde quer que o sol brilhe ou a lua ilumine. Finge a minha mente os teus abraços, os teus lábios nos meus. Ilude-se o meu corpo de os sentir, os meus olhos de te ver. Mas tudo isso sei que (...)
24.Nov.18

Sangue

Francisco
Encontro-me em jardins esquecidos, Emaranhando-me entre ervas e espinhos Sujando as botas de lama e salpicando a rosa que levo branca Encostada ao peito, Ouvindo-me pulsar ao abraçar-me o coração.   Os trilhos por onde caminho apresentam-se abandonados, Os canteiros circundantes tombados, as flores transparentes, sem cores... Prevaleceu o selvagem, onde habitara outrora alguém muito próximo A quem hoje me escuta.  - Irei levar-te a casa!   Não te conheceria, flor minha, se não me (...)
24.Nov.18

Pulsar

Francisco
Intriga-me a vida, do quão simplista se revela.   No colosso oceano, a vida que nele não habita? São os cardumes, voando num céu só deles, Os corais oferecendo cor aos seus habitantes, quais flores num jardim encantado E as estrelas, qual mundo invertido, brilhando de baixo para cima!   Na superfície terrena os bosques, que pintados de verde foram pela vida E preenchidos foram com ela! São os esquilos criando abrigos, Os veados elegantemente caminhando, erguendo os machos as suas (...)
17.Nov.18

Conhecimento

Francisco
Começamos a conhecer assim que abrimos os olhos, e com o tempo a apercebermo-nos de que o 'Eu',  cá dentro, são vários 'Nós'. É de cada um decidir quem saciar, quando o desejo tão humano de querer nos envolve e se espalha. É de cada um escolher se o fará para si, ou se o quer fazer para se mostrar.  O que pensamos, também algo tão humano de se fazer, fazemo-lo com outros, mesmo que isolados. Quem escreve, lê e fala nunca está sozinho, pois já consigo encontram-se centenas (...)
17.Nov.18

Perdição

Francisco
Explicai-me, seguidor de fortunas, na vida em que pregas bela, Onde te encontras? Que vida prometes, àqueles que te seguem, quando derramas o sangue do cordeiro Que sacrificas, manchando a terra com o primeiro sangue inocente, da vindoura guerra?   Ajoelham-se perante ti, com o chamamento que clamaste de Deus! As chamas das velas agitam-se, a cada brandido de voz, Os sinos tilintam, a cada morte que escreves... E o Senhor chora... Pois não foi isto a que ele chamou de homem.   Silencia (...)