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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

23.Dez.17

Temporalidade

Já se vão tempos em que fui. Cá ando em tempos que sou e lá vêm tempos que não sou nada se não o que fizer ainda.

O passado só o posso criar a partir do meu futuro... Com a ajuda do presente. O que fizer agora será levado para a frente, assim como passar de novo e voltar a ser passado, ficando assim para trás mais um pouco da minha história. Um pouco de mim se vai ao ser mais de mim agora. O ser e fazer-se, pouco interessam para o tempo que só o faz passar, muda-nos os costumes, os gostos, as falas e a mente. Ao nos completarmos tiramos mais de nós. Sermos inteiros é não ser nós por completo se assim o fez o mundo para ser.

Perdermo-nos na mente que não mais nos pertence e sim a tudo o que levamos connosco. Não é nosso para ter, da mente o é, mas não nosso.

O que fazemos hoje será tanto o amanhã como o ontem se a progressão dos dias continuar a ser como a conheço. Criamos o nosso passado, esse sim é nosso porque ao ser passado não pode ser mais nada se não o que já foi. Nós mudamos, o presente demonstra a mudança, o futuro a torna passado gravando-a. Nessa intocável temporalidade não temos nós modo de a mudar, ou teríamos então se a fizéssemos como a queríamos, utilizando o presente para mostrar ao futuro como queremos que o passado seja. Sim, isso podíamos tentar.

Nesta história de tempos, não por ser tempo mas por ser história, também acaba. O tempo não se sabe se acaba, não se pergunta nem se vive o suficiente para o ver acabar, o nosso sim, esse acaba, a nossa história no tempo...