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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

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07.Jun.18

♪ Tempos que não vivi ♫

Hoje vai ser um texto sobre nostalgia. Mas primeiro uma questão, podemos sentir falta daquilo que não vivemos? Claro que sim, pois é exatamente esse o meu sentimento. 

Retrocedo então a um outro tempo, já tão longínquo da atualidade mesmo ter sido «recente». Viajo então para uma época de sexo, drogas, e, claro, Rock n' Roll. Para os anos das grandes cabeleiras, da música pelas ruas, dos grandes muscle cars, da ganga e do cabedal. Ainda perdidos? Falo então dos anos 80! (60/70/80 e 90; para abreviar vou me referir aos 80's como os 40 anos da mais pura melodia que já existiu). 

Para não vos aborrecer muito com mais palavras, vou então apresentando as bandas que fizeram parte da minha vida, mas, escriba como sou, vou também deixando uns comentários acerca das mesmas. Vamos então numa de ''Back to the past''  escrotizando o nome de um grande filme (sim, com filmes tenho a mesma nostalgia, mas quem saiba não será outro post).

 

Comecemos:

Ahh, Bon Jovi! Não foi ao acaso que os apresentei primeiro. Foi umas das bandas primórdias na minha pré-adolescência. Se devo a alguém me submeter a todo o meu estilo musical hoje, será então a eles. E à minha mãe, obrigado! Fiquem então com uma das minhas músicas prediletas dos mesmos! (Não posso postar todas, para minha infelicidade).

 

Se Bon Jovi foi quem me apresentou o estilo ''Rock n' Roll'', vou ter que abordar Scorpions como o meu mentor para o estilo Metal. Não estou a referir os estilos das bandas, apenas a dizer onde fui buscar inspirações futuras. Scorpions foi a segunda face da moeda. De um lado tinha um estilo mexido, e noutro um melancólico, mais pesado e sentimental. Scorpions foi (e é) para mim uma banda de grande impacto. Identifico-me imenso nas suas melodias, as suas guitarras melódicas e o som, de alguma forma, mais carregado. Todas as músicas que apresento são as da minha maior preferência, mas sinto sempre desgosto de não poder apresentar todas, pois faria álbuns inteiros nalguns casos hehe.

 

Metallica, quem estivesse a ler isto (que ainda queria desvendar quem hehe) iria achar-me louco se não os apresentasse. Pois bem, eles estão cá, mas nem tudo foi um mar de rosas com esta banda. Simplesmente identifico-me mais nas suas músicas mais «generalizadas» (chamemos-lhe assim) do que as suas maluqueiras Heavy Metal. Não me levem a mal, eu adoro Heavy Metal, mas nos Metallica aprecio muito mais as mensagens que transmitem nas suas músicas mais calmas. (Quando disse calmas sabem o que quis dizer...). Mas para mostrar o exemplo do que quis descrever, fiquem com The Unforgiven, a primeira música da sua trilogia de mesmo nome.

 

E agora desculpando-me acerca de Heavy Metal, apresento Iron Maiden. Uma banda que no inicio não gostava. HAN? Sim, acreditam nisto? Não ia com a voz de Bruce Dickinson (hoje admiro o homem!), não entendia as letras (muitas delas rematavam para o anti-cristo e demónios, ora, eu era inocente na altura sabia lá o que aquilo queria dizer haha) e as músicas eram ENOOORMES. Ainda são, mas hoje tanto oiço cinco minutos de uma das suas músicas, como dezoito noutras. (Sim, Iron Maiden tem músicas com esse tempo). Esta banda veio-me encher de alegria quando consegui compreender o seu estilo, as suas letras, e, mais ainda, a sua melodia. O Rock progressivo, ou Metal progressivo é hoje um estilo que, apesar de não ouvir muito (também poucas são as bandas em que me identifico) simplesmente me fazem sentir várias coisas na mesma música. Iron Maiden tem uma progressão musical do princípio ao fim excelentemente trabalhada, em que vibramos e sentimos a música conforme a nos apresentam, ora mais calma, ora mais agitada. Para uma banda que não me despertava a atenção, é hoje uma das minhas favoritas! Iron Maiden vêm a Portugal muito em breve, mas depois de um mau planeamento com alguns colegas sobre ir ver o concerto perdeu-se a oportunidade... Scorpions também vêm cá atuar, se não me engano dois dias antes de Iron Maiden.

 

 

Confeso que Aerosmith não é uma das bandas que mais admiro, mas seria impossível não os por aqui. Não só pela música que apresentei, mas se me vir numa de só ouvir música por ouvir, Aerosmith nunca fica mal no ouvido.

 

E outra banda que não fica mal no ouvido? Han? ACDC é aquela libertação emocional em que nos esquecemos de tudo e só nos apetece fugir de tudo e dançar, ou ir na direção de algum sítio mais acolhedor .

 

 

Def Leppard é uma banda que hoje não acompanho muito o seu trabalho, mas reconheço os seus antigos. Aquela ballad rock band que nos remete para o estilo atrevido dos anos 80... Outros tempos. Mais simples.

 

Kiss. Acho que só de pesquisar isto no google chega para nos impresionarmos com tais trajes que a banda utiliza em palco. Mas aqui, para variar, deixo uma música mais melódica. É uma banda que consegue viver todo o estilo Rock n' Roll numas músicas, e ser aquele coração mole noutras.

 

Pink Floyd junta-se às bandas que não gostava. Mas claro que eu, persistente como sou, fui ao encontro dos significados das músicas, do abstrato das letras, e com a idade comecei a compreender e a apreciar o estilo de toda a melodia e progressão que a banda oferece. Assim como um quadro com desenhos abstratos e perspetivas de cores se observa de forma diferente por cada expetador, a música dos Pink Floyd sente-se de forma única e próxima de cada um dos seus ouvintes, pois é o que lhe retiramos dela que nos faz sentirmo-nos identificados, mesmo que a letra não queira dizer nada do que estávamos a pensar. Viva a arte, ser incompreensível mas tão expressivo!

 

Para terminar gostaria de deixar algo especial. Não que INXS seja uma banda que oiço todos os dias, é talvez a menos ouvida de todas as que apresentei. Mas esta fica aqui apenas por esta música (não menosprezando as outras). Bem, para contar tal história tenho que voltar ao tempo que a MTV passava música. Estava eu, inocentemente com a minha mãe passeando em canais musicais em que encontro esta. O que despertou a minha imediata atenção na música foi a pequena pausa, seguida de uma guitarra que ficou tão icónica no meu ouvido que, depois de muitos anos de procura da música, reconheceria-lhe imediatamente que era aquela que eu queria saber o nome. Sim, isto de querer saber uma música e não saber o nome era complicado, especialmente que mesmo que a encontrasse-mos na rádio não havia forma de a gravar. Não sei como a encontrei, acho que num dia a tinha ouvido passar na M80 (ah, rádio boa se não fosse toda a música portuguesa...) e lembrei-me de perguntar que música era, até alguém me dizer. Lá a encontrei, e hoje continuo a arrepiar-me na pequena pausa na música, assim como que há uns tantos anos atrás causara o mesmo efeito.

 

E assim termino, sendo que poderia falar de muitas mais bandas, mas assim ficaria com um post enorme. Não sei quantas horas perdi a escrever, a ouvir, mas todas elas foram passadas com um sorriso. Só tenho pena que música assim já não se faça, que vidas assim já não se vivem, que Rock assim já não se oiça!

 

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