Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

28.Set.18

Um canto ancestral

Não oiço mais que o vento

Suspirando entre as árvores.

Escuto, com atenção devida

Um riacho à distância,

O palrar das aves nos seus próprios dialetos,

O mundo todo cantando!

 

Levo-me a passear em todos estes encantos;

Nas flores que tendem a desabrochar revelando a sua beleza e cor,

Na antiguidade das árvores e no seu louvor,

Na sabedoria do tempo e nos seus contos e histórias.

Em mim mesmo, também,

Pois oiço-me percorrer esta terra musgosa

Onde faço trilho, levando-me - sabe a natureza bem.

 

Não me deparo com vacilos, nem receios de nada ser alguém.

As árvores dançam, com as suas raízes profundas na terra

Mas com vontade de se elevarem do chão.

O vento marca o ritmo, rodopia em sintonia com a melodia

E encosta-se fervorosamente a quem dança qual galã da natureza.

Eu admiro, sozinho, toda a vida a fazer-se...

 

Viverei para te ver desabrochar, vida cá de dentro?

Olha à tua volta, tanto par com quem podias dançar,

As músicas que podias ouvir e tocar.

Mas decidiste esconder-te num cantinho

Qual envergonhada perante um convite.

 

Anda daí!

Só tu e eu, sem mais ninguém a ver.

Vem vida, abraça-me como o vento faz à árvore,

Faz-me rodopiar no mesmo sitio, 

Eleva-me sem me levantares...

Dança comigo, menina,

Ao som deste que é o canto ancestral.