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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

23.Dez.18

Uma estrela para pensar

Nasce, entre as montanhas tão altas como os céus,

Os sonhos de crianças.

 

Nos seus olhares encontra-se a beleza da juventude,

Um brilho que ofusca o pensamento, nele apenas se sente.

 

Num céu soturno, são eles que dos sonhos criam as suas estrelas

Viajando entre elas, qual transporte celestial.

 

Com o tempo, o brilho vai-se perdendo.

Os pensamentos turvam-se com os sentimentos e fazemos aquilo que nunca deveríamos ter feito:

Questionar o que sentimos.

 

Os cumes das montanhas gelam, formando inacessíveis camadas de neves

E a ambição desvanece; a nossa mão não alcança mais as estrelas.

 

Taciturnos, vamos descendo de onde outrora rebolávamos num pico verdejante,

Esse agora repleto de rochas, e as mais resistentes raízes; secas e queimadas pelo manto de geada que as cobre.

 

Observar as estrelas revela-se um ato nostálgico quando hoje o fazemos;

Somos nós o seu brilho, esse que agora aos céus pertence...

 

Podemos parar para pensar, e reconhecer que os nossos sonhos estão todos por realizar.

Podemos observar de noite as estrelas, e aludirmo-nos que por mais brilhantes sempre foram essas distantes: nós é que as trazíamos para perto, as aconchegávamos e dormíamos de rosto virado para as mesmas.

 

Podemos partir à procura do trilho que nesse escuro dia descemos,

Mas o cume é gelado para sempre, e o brilho das estrelas não se fazem a partir de um olhar negro...

 

Crescemos, ficando sempre mais pequenos.

Vamos sempre descendo, tão fundo, que no fim não somos já gente...

 

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