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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

14.Set.18

Valerá a pena escrever?

Valerá a pena continuar a escrita nunca sendo ela plena?

Que faço eu com as palavras, e que se fazem elas comigo?

Sinceramente, eu não sei...

Elas, tão pouco me respondem, quais diabretes que vieram ao mundo para me atormentar a alma.

 

Quem escreve é o quê? Escritor? Bem, e quem respira um respirador... Só isso? As palavras só fazem isso, dão nomes às coisas?

 

Eu, desfeito, desmembrado e triturado... Saíriam de mim apenas significados? Macabro. Sou como toda a gente!

Qual espanto é o meu, de saber que outra vida vive também, para além da minha e como a minha. É estranho, não é? Já não existe o eu. 

 

Se as palavras ditam o mesmo, como somos diferentes? E quem palavras não lê nem sente, o que lhe ocorre por dentro? Falará para si, em telepatia com os sentimentos? E que linguagem usam? Ah! Talvez aquela que temos, cá dentro...

Ordenam o coração bater, por palavras? Não. Ele bate, pois tem que bater. 

E nós? Falamos cá dentro, por palavras? Não. Mas usamo-las para compreender o que nos vai na alma, cá fora.

E que sentimento é esse, que nós conseguimos escrevê-lo?

 

Palavras. Não o que se sente. 

 

Valerá a pena escrever? Quando nada dizemos ou conseguimos dizer?

Valer vale, mas perdi este meu tempo a escrever o quê?

 

 

 

 

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